sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
De fato
Envelheço,não só o corpo, não só o pensar, envelheço principalmente a alma. Foi-se o ânimo, a convicção, a vontade de lutar, e em seu lugar toma conta de mim a vida de cada um, a vida que será minha. Certa vez disse à um amigo meu ''querendo ou não nossa vida será essa; acordar às 6:00, trabalhar e chegar às 18:00'' e mais do que nunca, sinto isso mais perto de mim, começo a me acostumar, talvez até aceitar a condição de humano, humano comum, com uma vida comum, longe das poses heróicas e noitadas com estrelas de cinema, nada haver como imaginava o mundo aos 14.
É, o mundo não é mágico, tão pouco um rio de oportunidades que passa frente a sua janela e que lhe espera acordar pra ir vê-lo.
Envelheço, e na contra-mão de minha vitalidade vem a vontade de ter uma casa pequena em uma cidadezinha qualquer, com um jardim na frente e um quintal. Vejo ir embora também minha velha sina de querer sem um bom compositor, escrevo agora pelo prazer e por ser a única coisa que sei fazer. Foram embora as pretensões, os amores, os devaneios, a boemia e como dito, restou apenas e velha vontade de ver a vida passar na varanda de um casinha.
É, o mundo não é mágico, tão pouco um rio de oportunidades que passa frente a sua janela e que lhe espera acordar pra ir vê-lo.
Envelheço, e na contra-mão de minha vitalidade vem a vontade de ter uma casa pequena em uma cidadezinha qualquer, com um jardim na frente e um quintal. Vejo ir embora também minha velha sina de querer sem um bom compositor, escrevo agora pelo prazer e por ser a única coisa que sei fazer. Foram embora as pretensões, os amores, os devaneios, a boemia e como dito, restou apenas e velha vontade de ver a vida passar na varanda de um casinha.
domingo, 26 de julho de 2009
Mudança
Já é a quarta vez, em dois anos que mudo. Embalar coisas pequenas, deixar as pequenas coisas de lado, desmontar a cama, mudar o sorriso, olhar se não ficou nada para trás, deixar tudo de ruim para trás, guardar tudo novamente, sumir aquilo que você mais precisa, encontrar depois de alguns dias ( ou semanas), ascender a luz, lembrar que o isqueiro está no fundo da caixa mais grande, aprender a lhe dar com as pessoas, conhecer os vizinhos, tirar algumas horas para si mesmo, dormir um pouco depois de amenizar toda a bagunça, estressar com a visão geral do pandemônio que está a casa, prometer não perder a calma tão facilmente, casa nova, vida nova, planos novos. Depois de um mês, quando você já decorou onde fica o interruptor do quarto, ver sua vida voltar ser como era antigamente em sua antiga casa.
sábado, 18 de julho de 2009
A muralha do ser.
Creio que o orgulho de um homem não provém de seu castelo particular, mas sim da muralha que o protege, o castelo é fraco e indefeso, ao contrário da muralha que é forte e consegue suportar os golpes mais duros.
Há duas formas de transpassar a muralha, e nenhuma das duas são fáceis. A primeira forma
seria derrubá-la, destruí-la como se nada fosse, mas isso deixa cicatrizes, torna o castelo exposto e o pior, mostra que a impetuosa barreira é frágil, obrigando o ser a reconstruir barreiras cada vez mais altas. A segunda forma, talvez o menos convém aos ''conquistadores'' seria entrar pelo portão da frente. Sim, toda muralha, todo castelo por mais forte que possa sempre tem um portão, esse é o caminho mais difícil e talvez mais belo, e igual a primeira forma, se faz eterno e expõe o castelo, mas não ao perigo e sim à força, maior que qualquer muralha. Há portões que sempre se mantêm trancados e outros sempre abertos, correndo os riscos de perder e de ganhar.
Os castelos. Ah, os castelos! Essas frágeis torres são tão vulneráveis quando se vêem sem tua defesa, teu baluarte, podem ser tornar conquistados ou dominados, levantados ou destruídos e mesmo que seja para o bem,muitos se sentem desconfortáveis aos serem tocados.
Com o passar dos séculos as muralhas vão se tornando cada vez mais altas e os castelos cada vez mais frágeis, e hoje, já chegamos ao ponto de não conseguirmos mais ver o nascer do sol e um dia talvez, não veremos mais a luz dentro de nossos castelos cercados por gigantes muros, mas a altura não impedirá que seja avistado um portão, um portão que deve sempre se manter fechado, mas nunca trancado.
Há duas formas de transpassar a muralha, e nenhuma das duas são fáceis. A primeira forma
seria derrubá-la, destruí-la como se nada fosse, mas isso deixa cicatrizes, torna o castelo exposto e o pior, mostra que a impetuosa barreira é frágil, obrigando o ser a reconstruir barreiras cada vez mais altas. A segunda forma, talvez o menos convém aos ''conquistadores'' seria entrar pelo portão da frente. Sim, toda muralha, todo castelo por mais forte que possa sempre tem um portão, esse é o caminho mais difícil e talvez mais belo, e igual a primeira forma, se faz eterno e expõe o castelo, mas não ao perigo e sim à força, maior que qualquer muralha. Há portões que sempre se mantêm trancados e outros sempre abertos, correndo os riscos de perder e de ganhar.
Os castelos. Ah, os castelos! Essas frágeis torres são tão vulneráveis quando se vêem sem tua defesa, teu baluarte, podem ser tornar conquistados ou dominados, levantados ou destruídos e mesmo que seja para o bem,muitos se sentem desconfortáveis aos serem tocados.
Com o passar dos séculos as muralhas vão se tornando cada vez mais altas e os castelos cada vez mais frágeis, e hoje, já chegamos ao ponto de não conseguirmos mais ver o nascer do sol e um dia talvez, não veremos mais a luz dentro de nossos castelos cercados por gigantes muros, mas a altura não impedirá que seja avistado um portão, um portão que deve sempre se manter fechado, mas nunca trancado.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Eu sei que é meio clichê dizer isso, mas...
Eu realmente não esperava essa quantidade de elogios referentes aos textos do blog, é verdade que todas as pessoas que escrevem querem ser lidas e é incrível, por mais que a gente tente imaginar, é totalmente diferente de nossos sonhos mirabolantes. Só tenho de agradecer, de coração, todos que lêem as coisas (muitas vezes inúteis) que escrevo e me esforçarei para manter o blog, apesar de novo, sempre atualizado. Estou um pouco sentimental hoje, é melhor ir dormir.
Nota rápida: Wall-e e A.I. além de terem pronuncias parecidas, são os melhores (e mais tristes) filmes que já vi.
Nota rápida: Wall-e e A.I. além de terem pronuncias parecidas, são os melhores (e mais tristes) filmes que já vi.
Santo ócio!
Já são quase três da manhã e, embora tenha fechado o orkut e despedido de todos no msn, não consigo dormir, prometi a mim mesmo só usar a Internet hoje pra baixar Laranja mecânica, isso já faz quatro horas, mas tudo bem, esse não é o único livro que tento ler e tenho preguiça, meus três livros que comprei no sebo estão até hoje em cima do criado mudo.
As pessoas são engraçadas, acho que não vou compreender os livros simplesmente por tê-los ao alcance das vistas, tenho tempo de sobra pra ler, mas para mim, mergulhar minha mente no mais profundo ócio é bem mais prazeroso, e é engraçado como em momentos assim ainda consigo tirar algo proveitoso (demorei uns cinco minutos pra formar essa frase, essa simples frase). É claro que me preocupo e tenho medo de cair na obsolescência, mas, ao invés de me arrancar os cabelos de raiva ou me deprimir por causa do remorso de só sentir vontade de estudar um dia depois da prova, eu rio, ao menos ainda sinto vontade de ler.
Não sei se isso é um defeito ou uma qualidade, eu não funciono sabendo que tenho algo à fazer, embora eu tenha vontade de ler eu não quero, pois essa vontade me parece uma obrigação de mim a mim mesmo e isso definitivamente não é prazeroso. Uma dia, quando sentir que os ventos estiverem soprando à uma única direção e eu me esquecer que ele ainda existe, talvez eu ache a capa de um deles interessante e começe a ler. Só espero que quando chegar esse dia o sebo ainda esteja aberto, pois se o livro tiver faltando página eu vou querer meu dinheiro de volta.
As pessoas são engraçadas, acho que não vou compreender os livros simplesmente por tê-los ao alcance das vistas, tenho tempo de sobra pra ler, mas para mim, mergulhar minha mente no mais profundo ócio é bem mais prazeroso, e é engraçado como em momentos assim ainda consigo tirar algo proveitoso (demorei uns cinco minutos pra formar essa frase, essa simples frase). É claro que me preocupo e tenho medo de cair na obsolescência, mas, ao invés de me arrancar os cabelos de raiva ou me deprimir por causa do remorso de só sentir vontade de estudar um dia depois da prova, eu rio, ao menos ainda sinto vontade de ler.
Não sei se isso é um defeito ou uma qualidade, eu não funciono sabendo que tenho algo à fazer, embora eu tenha vontade de ler eu não quero, pois essa vontade me parece uma obrigação de mim a mim mesmo e isso definitivamente não é prazeroso. Uma dia, quando sentir que os ventos estiverem soprando à uma única direção e eu me esquecer que ele ainda existe, talvez eu ache a capa de um deles interessante e começe a ler. Só espero que quando chegar esse dia o sebo ainda esteja aberto, pois se o livro tiver faltando página eu vou querer meu dinheiro de volta.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Biblioteca de Alexandria
O sebo mais antigo da cidade está fechando e eu, como todo bom consumidor compulsivo de coisas trash e/ou inúteis, fui dar uma olhada no pouco de coisas que ainda restavam. Por alguns minutos oscilando entre vinis e livros velhos, cheguei a uma conclusão: Sebo é um dos lugares mais mágicos do mundo! Se você parar pra pensar, o um pedaço de toda a vida de sua cidade está lá, em cada livro, em cada vinil e em cada fita de Atari (eu tive que comprar, aquilo estava me seduzindo)
Não há seleção, não há público alvo e nem jogadas de marketing, o que você precisar você encontra lá! Se pudéssemos absorver um pouco de cada história, um pouco de informação atrás das capas de cada livro...
Foi pensando nisso que trouxe para casa três, aparentemente, maravilhosos livros, creio eu que ao termino destes poderei compartilhar do mesmo conhecimento absorvido pelas vidas atrás ( isso se não tiver faltando páginas e eu não morrer de uma crise alérgica antes de terminar de ler).
Não há seleção, não há público alvo e nem jogadas de marketing, o que você precisar você encontra lá! Se pudéssemos absorver um pouco de cada história, um pouco de informação atrás das capas de cada livro...
Foi pensando nisso que trouxe para casa três, aparentemente, maravilhosos livros, creio eu que ao termino destes poderei compartilhar do mesmo conhecimento absorvido pelas vidas atrás ( isso se não tiver faltando páginas e eu não morrer de uma crise alérgica antes de terminar de ler).
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