terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os horizontes são todos iguais

A verdadeira beleza está na vontade de ir além das montanhas.

domingo, 11 de outubro de 2009

Músicas disponíveis (finalmente)

E finalmente músicas disponibilizadas. Hallelujah! Não que seja grande coisa, as gravações são de baixa qualidade, mas foram as dificuldades, contratempos, preguiça (ignorem essa parte) e o doloroso processo de compor, tocar e gravar totalmente sozinho que me trouxe grande satisfação.
Criei um perfil no myspace e divulguei algumas músicas, cinco no total. Ainda tenho mais 5 em fase de gravação (boa dessa vez, espero) e, se tudo ocorrer bem, irei disponibilizar ainda esse mês.
Então, sem mais chatices, eis o link: http://www.myspace.com/wallecejose
Podem achar ruim, mas não deixem de ouvir, rs.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Os barcos

Nunca vi um barco. É, isso é estranho, quer dizer, provavelmente nunca fui à um rio, isso é verdade, não tenho lembranças de um dia à beira de um. O barcos sumindo ao horizonte são um belo gancho poético, tal como o pôr-d0-sol vermelho na água ou o reflexo da lua.
Sim, os barcos nos trazem belas metáforas, palavras e inspiram os sonhadores e, ainda sim, nunca perdem a mágica, por mais batido que seja.
Entre pensamentos, imaginei como seria um belo fim de tarde olhando ao horizonte e vendo as velas indo onde o vento desejar, estaria em mim toda a inspiração e todo o conhecimento da beleza da vida, jamais perderia uma palavra e a vida passaria aos meus olhos todos os dias. Mas, não tenho um rio na janela de casa, tão pouco um barco para navegar, o que tenho são dias comuns entre paredes e um muro tapando minha visão do mundo lá fora. Esses são os elementos que tenho para explorar, essas são minhas aventuras diárias, meu quarto de paredes azuis é o meu rio.E quanto ao barco? Bem, ainda tenho a imaginação de uma criança.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Dias assim...

Dúvidas...
São os dias em que a gente olha lá fora e que a chuva nos impede de sair, de fugir do mundo (ou de colocar o not na tomada, espero que a bateria dure até o final do texto), são esses dias em que estamos sós com nós mesmos, que vemos quem somos e evitamos de olhar para o espelho.
Dá medo a verdade escondida atrás de nossos egos, aquela ferida que a gente insiste em tapar e evitar de mostrar ao médico.
Dúvidas... Nunca se sabe se estamos escondendo o sol com a peneira, ou (re)descobrindo nós mesmos e evoluindo. Convém muito acreditar na primeira opção, a sensação de evoluir dá uma imagem de que há muito o que percorrer, mostra uma impressão de que não andamos nada, pra falar a verdade.
Se a chuva engolisse meu grito, se eu pudesse colocar todo o meu fardo nesse momento, e que ninguém me perguntasse ''o que há?'' Se, por um instante, eu fosse a única pessoa no mundo e me sobrasse todo ar, diria todas as palavras, em alto e bom som, que nunca foram ditas, todas as palavras que jamais existiram em nosso dicionário.
Dúvidas... Onde está a parte de mim que me ama? Onde está o sol quando precisamos dele? E as dúvidas? Para onde elas vão, amanhã que será um novo dia?
São em dias assim que eu queria ter todas as respostas do mundo em uma fração de segundos, e antes dos delírios do sono me consumirem.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ficou tarde cedo

Ficou tarde cedo
Fui contar as horas que insistem em ficar
E ainda não é hora
Não se tem lugar
E se não tem fim
Por que começar?


Já que estou aqui,
O que tenho a fazer
É cumprir o que
Me restou poder


O que se dá pra descobrir
Não cabe no viver
O que ainda está por vir
A vida é curta pra entender


Já que é pra viver
Siga bem assim
Enquanto ganho tempo
Pareço me vencer


Vejo em sua sala
Abrir alas a passar
Verdade do tempo, o mito

Mercurio Chromo


Não adianta entender
Se não nasce pra saber
Não se perde por perder
Não vence por querer

Ficou tarde cedo
Fiz um samba por não saber

Do tempo

Chegou mais cedo
O fim do dia, aqui
Vencer primeiro
Depois seguir

Deixa o amanhã
pra quando chegar
Deixa eu rir do agora, ia!
Deixa o sol que há de vir
Há um universo a se expandir

É mais belo sorrir
Quando a maré é contra ti
Encontra-se em alto mar
O melhor que há de mim

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

''Sobre viver.''

Escrevi muito pouco esse mês, se for levar em conta qualidade digo que não escrevi nada. Havia me esquecido de como voltar ao mundo real nos rouba tempo. E não apenas escrevendo, estou lendo muito pouco também, o cansaço tomou lugar dos meus pensamentos, de minhas buscas pessoais.
O homem deixou de trabalhar para seu próprio bem e passou a trabalhar para o bem alheio, sendo assim, não reconhece o fruto de seu próprio esforço. Este é o padrão de vida atual e criticá-lo é tão demodè.
É triste ver como a vida se tornou repetitiva: segunda à sexta, das 8:00 às 18:00 e me pergunto onde está o retorno de tudo isso? O homem inconscientemente enraizou a mesmize em si e com a falta de novidades teu corpo anseia por disritmia, por sentir o sangue ferver, por algo bélico, por estratégias de guerra, em vencer! Enfim, anseiam por cerveja e futebol no sábado e domingo, os dias de fuga de todo bom cidadão que é preso na rotina ''segunda à sexta, das 8:00 às 18:00''.
Concluindo meu raciocínio (se é que ainda exista alguma gota de lógica no que discorri aqui) bem, sinceramente não sei como fazer o bom e velho último parágrafo, sempre tive problemas com inícios e finais, o desenvolvimento é a única parte que escrevo sem me conter. Mas enfim, minha falta de palavras para concluir talvez não decorra exatamente da falta de tempo para ler e pensar, mas sim de meu descontentamento de ver que ao final de tudo, me tornei mais um que espera a sexta-feira anoitecer para poder dedicar-me aos livros e ao meus pensamentos, meu lado bélico e minha fuga da semana, em suma, o futebol e a cerveja.

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